Quem sou eu?


 Meu nome é Juliana de Menezes Coelho, tenho 18 anos e nasci e cresci em Belo Horizonte. Minha história com a arte começou desde que eu me entendo por gente. Meus pais são professores, então eles sempre investiram muito na minha educação e quando perceberam que eu me interessava por tudo que fosse artístico, eles não mediram esforços para me incentivar. Assim, ao longo da minha vida desenvolvi um amor, principalmente, pela música e pelo teatro e, quando descobri o mundo do teatro musical, tive certeza de que era isso que eu queria seguir como profissão. No entanto, no Brasil, viver exclusivamente da arte é muito difícil, porque o estímulo à cultura é muito reduzido e, quando acontece, é direcionado a São Paulo ou ao Rio de Janeiro. Então, como eu pretendo ter uma família no futuro e, para isso, preciso de estabilidade financeira, decidi que deixaria esse sonho guardado por um tempo e seguiria outra profissão, que pudesse atender às minhas necessidades. 

Então, me lembrei da minha infância. A família do meu pai mora em Juiz de Fora e nós sempre passávamos as férias de julho na casa dos meus tios de lá. Lembro muito bem de quando minha prima estava na faculdade. Eu devia ter por volta de 8 anos. Ela estava cursando Arquitetura na UFJF e me recordo de ficar encantada com os projetos dela. Quase todo o tempo em que estávamos na casa dela, ela ficava na mesa de jantar fazendo algum projeto no computador ou à mão. E eu gostava de sentar ao lado dela só pra ficar olhando, ou mesmo me aventurar em pegar uma folha de papel e tentar copiar o que ela fazia ou desenhar minhas próprias plantas baixas. 

À medida que fui crescendo, fui me interessando por programas de construção e jogos de decoração ou de criação de plantas baixas. Eu sempre achei isso muito prazeroso de fazer, mas nunca enxerguei como uma futura profissão. Achava que era só um hobby. Mas tudo mudou quando eu entrei no Ensino Médio. Foi justamente no ano em que anunciaram que haveria uma reforma educacional que implementaria itinerários formativos nas escolas, para ajudar os alunos em suas escolhas profissionais. E já que meu sonho trazia incerteza para o meu futuro, resolvi fazer minha escolha da seguinte forma: no primeiro ano eu focaria no teatro musical e, no segundo, na arquitetura. No fim, meu trabalho teatral foi um sucesso. Eu e meus colegas fizemos uma peça do zero, inicialmente sem verba alguma, e nos mobilizamos durante todo o ano para arrecadar o valor necessário para a realização do projeto, resultando numa estreia no Teatro da Cidade e uma temporada de 1 semana de apresentações, com quase todos os ingressos vendidos. Apesar de todo esse esforço e do sucesso da peça, percebi que o retorno financeiro era baixíssimo. Assim, me dediquei a estudar arquitetura sustentável durante 1 ano para a realização do meu trabalho da segunda série e me apaixonei pela gama criativa e profissional que a arquitetura proporciona. E pesquisando sobre o retorno financeiro, percebi que era mais estável do que o teatro musical e que, ainda sim, não me desviará do meu amor pela arte. E enfim, em 2025, fui aprovada para a UFMG no curso de Arquitetura e Urbanismo. Ainda estou na minha terceira semana de aula, mas já sinto que escolhi o curso certo. :)

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